
Ultimamente meus amigos é que estão inspirando meus textos. Desta vez não foi diferente. Passeando por blogs alheios, vi uma postagem que me fez pensar um bocado. Era Franco falando sobre seus medos (clique aqui para visitar o blog dele, eu recomendo!). E eu parei pra pensar nos meus, chegando a algumas conclusões sobre mim mesma.
Sabe o que me assusta um bocado? O tempo, ou a falta dele. Me assusta pensar que posso não ter tempo suficiente para fazer as coisas que quero, estar com as pessoas que amo... Também me assustam andar sozinha na rua à noite, insetos dos mais variados, pensar que sou capaz de repetir um milhão de vezes o mesmo erro e não aprender com ele.
Tudo isso me assusta.
Mas o que me apavora é a tal da intimidade.
E não estou falando sobre aquela intimidade de abrir a porta da geladeira da casa do outro, ou daquela compartilhada no sexo. Tenho medo de um tipo diferente, quase palpável, que já vi em outros mas nunca vivenciei de fato. É aquela sensação de entrega, de conhecer e ser conhecida profundamente por alguém, de um jeito que quase transforma o outro em necessidade, em parte de nós. E esse outro pode ser um grande amor, um grande amigo, a mãe, o pai, um irmão. Não importa. Importa que para esta pessoa em particular você se mostra. E eu detesto me mostrar.
Talvez isso seja um mecanismo de defesa. Talvez alguma espécie de trauma. Eu realmente não sei.
Só sei que nem o amigo mais querido sabe ao certo o que se passa comigo.
Sei que não falo de mim, e não gosto que ninguém fale.
Sei que silencio nas horas erradas.
Sei que construo muros ao invés de pontes ao meu redor.
Sei, acima de tudo, que isso é medo. E que às vezes machuca.
Ah, sim! Agora sei também que não estou só no meu medo de baratas.
* Imagem tirada de http://img38.picoodle.com/img/img38/9/8/31/f_heart1m_9b85a2c.jpg



